Definição partidária dos Coelho deverá sair somente em outubro 

O deputado federal Raul Henry não terá condições de montar chapa no MDB sem os Coelho e correrá o risco de ter que sair do partido para poder renovar o mandato.

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A decisão do presidente estadual do MDB, deputado federal Raul Henry, de negar legenda ao prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, para disputar o governo de Pernambuco não necessariamente será um ponto final na filiação do senador e do prefeito ao partido.

Eles têm prazo até abril do próximo ano para decidir uma nova sigla em caso de não terem espaço para a disputa majoritária em 2022, mas o timing de outubro tem um motivo, é que eles aguardarão a definição da legislação eleitoral por parte do Congresso Nacional, e se a atual regra for mantida, o deputado federal Raul Henry não terá condições de montar chapa no MDB sem os Coelho e correrá o risco de ter que sair do partido para poder renovar o mandato.

Na avaliação de um observador político em reserva, o trunfo dos Coelho de poder disputar uma majoritária e lançar candidatos proporcionais será preponderante para a executiva nacional, que exigirá dos diretórios estaduais chapas competitivas para as eleições do próximo ano, e somente com a presença do grupo de Petrolina o partido terá condições de eleger representantes em Brasília.

Portanto, a carta enviada por Miguel Coelho foi interpretada como uma estratégia do grupo para pressionar o partido no âmbito nacional, que não pretende perder um senador, um prefeito e pelo menos dois deputados que deverão chegar à sigla caso seja definida a permanência do grupo no MDB.

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