Bolsonaro fala em “opções de futuro”: ser preso, morto ou vitória

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O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que tem três opções de futuro: ser preso, morrer ou a “vitória”. Ele discursou em encontro com líderes evangélicos em Goiânia. Criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), governadores e voltou a defender o chamado tratamento precoce contra covid-19, com remédios sem eficácia comprovada. As informações são do Poder360.

“Eu tenho três alternativas para o meu futuro: estar preso, ser morto ou a vitória. Pode ter certeza: a primeira alternativa, estar preso, não existe. Nenhum homem aqui na terra vai me amedrontar”, declarou.

Bolsonaro disse que seria “muito fácil” para ele seguir o politicamente correto, mas que para isso ele teria que rasgar o trecho da Constituição que fala das liberdades individuais ao criticar o “fique em casa” durante a pandemia. Ele voltou a comparar governadores e prefeitos com “protótipos de ditadores” por suas medidas restritivas e de fechar o comércio.

“Não pensem que muitos querem me tirar daqui em nome da volta da normalidade e da democracia. Querem me tirar daqui pelo poder. A abstinência do dinheiro fácil os torna belicosos. Os fazem reunir, os fazem conspirar. Digo uma coisa a eles: Deus me colocou aqui e somente Deus me tira daqui.”

O presidente criticou também o TSE, dizendo que este abre brecha para que juízes dos tribunais regionais eleitorais protejam seus governadores ao desmonetizar canais no YouTube. Disse que o TSE fez isso com canais bolsonaristas.

Bolsonaro convocou os evangélicos a participarem dos atos em seu favor marcados para 7 de setembro e disse que, apesar dos problemas que o Brasil enfrenta, como a crise hídrica, só sai do cargo por vontade de Deus.

“Temos um presidente que não deseja e nem provoca rupturas, mas tudo tem um limite em nossas vidas, não podemos continuar convivendo com isso”, afirmou.

Em seu discurso, o presidente ainda defendeu o uso de remédios sem comprovação científica contra covid-19 como a ivermectina e a hidroxicloroquina. Perguntou quem da plateia já havia tomado os remédios e disse que as vacinas também eram “experimentais”, apesar de os imunizantes usados no Brasil já serem comprovadamente eficazes.

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