Futebol da Seleção é 100% … sem graça

Time vence, vence, vence, mas não convence; longe disso

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Quem viu nessa quinta a virada da França sobre a Bélgica por 3 a 2, pela Liga das Nações, ou acompanhou os jogos entre Tuntum e Cordino e Viana e Timon, times da Segunda Divisão do Maranhão, certamente lamentou a atuação da Seleção brasileira na partida em que venceu a Venezuela por 3 a 1, em Caracas. Foi um show de horrores, com erros de passes, falta absoluta de criatividade e uma apatia sem fim.

Seleção, vice-campeã da última Copa América, lidera eliminatórias com futebol robotizado
Lucas Figueiredo/CBF

Com o resultado, o Brasil manteve 100% de aproveitamento nas eliminatórias para o Mundial do Catar. Ressalte-se que a Venezuela ganhava por 1 a 0 até os 25 minutos do segundo tempo, quando Marquinhos, de cabeça empatou. Depois, Gabigol fez de pênalti e Antony fechou o placar aos 49.

Pode-se dizer que nos 20 minutos finais, a Seleção mostrou ao menos um pouco de vontade, graças à entrada de Raphinha, no lugar de Everton Ribeiro. No mais, deu sono ver o futebol frio, burocrático e pobre da equipe. Para se ter uma ideia disso, os jogadores comandados por Tite só deram três dribles ao longo da partida. Os venezuelanos recorreram a esse recurso mais de uma dezena de vezes.

A Seleção volta a campo no domingo (10) para enfrentar a Colômbia, também fora de casa. No meio da semana que vem, recebe o Uruguai, na Arena Amazonas. Segue apenas com vitórias para terminar as eliminatórias em primeiro lugar. Falta-lhe, porém, futebol. Tite e os técnicos que o antecederam na Seleção nos últimos anos ajudaram a transformar encanto em desalento – formaram um time-robô sem alma e sem graça.

Papo de Arena

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