Eficácia de vacina da Pfizer cai após 6 meses, aponta estudo

7

A eficácia da vacina da Pfizer e da BioNTech na prevenção de infecções pelo coronavírus caiu de 88% para 47% seis meses após a segunda dose, de acordo com dados publicados nesta segunda-feira que foram avaliados pelas agências sanitárias dos Estados Unidos na decisão sobre a necessidade de doses de reforço.

Está gostando da notícia? Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações

A análise mostra que a eficácia da vacina na prevenção de hospitalização e morte continua alta, em 90%, por pelo menos seis meses, mesmo contra a variante Delta do coronavírus, que é altamente contagiosa.

Seringas com vacina da Pfizer em Nova York
23/2/2021 
REUTERS/Brendan McDermid
Seringas com vacina da Pfizer em Nova York 23/2/2021 REUTERS/Brendan McDermid

Foto: Reuters

Os dados sugerem que a queda na prevenção de casos sintomáticos se dá por conta da diminuição da eficácia, e não por conta de variantes mais contagiosas, disseram os pesquisadores.

Cientistas da Pfizer e da operadora de planos de saúde Kaiser Permanente estudaram os registros de saúde de cerca de 3,4 milhões de pessoas que eram membros da Kaiser Permanente do sul da Califórnia entre dezembro de 2020 –quando a vacina se tornou disponível pela primeira vez– e agosto de 2021.

“Nossa análise específica das variantes claramente demonstra que a vacina (Pfizer/BioNTech) é eficaz contra todas as variantes, incluindo a Delta”, disse Luis Jodar, vice-presidente sênior e diretor médico da divisão de vacinas da Pfizer.

A eficácia da vacina contra a variante Delta foi de 93% após o primeiro mês, caindo para 53% após quatro meses. Contra outras variantes do coronavírus, a eficácia caiu de 97% para 67%.

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA